sexta-feira, 28 de outubro de 2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Courage, temps d'aimer et sense d'humour



Por que será que me acabei de lembrar da maravilhosa Karen Blixen?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Já podemos reservar BULE outra vez!



Começámos por ir ao chazinho pela mão das avós e das mães,
Ao chá, aos scones e ao clássico bolo de caramelo que ainda hoje
quando se evoca, faz crescer água na boca!!!
No liceu voltávamos lá com as amigas para
recordar os melhores cheiros e sabores da infância…
Na faculdade … havia os namorados que tinham garrafa no Plateau e
os que faziam toda a diferença porque tinham Bule nas Vicentinas!
Em família ainda suspiramos pelos pastelinhos, croquetes, rissóis e empadinhas e agora desforramo-nos ao almoço, neste sítio lindíssimo que acaba de reabrir, com as receitas de então e com as novas comidinhas confeccionadas pelas mãos da Mariana e de um grupo fabuloso de voluntárias que hoje nos alegrou o dia!

Vale mesmo a pena! Não deixem de aparecer!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A última crónica de Tolentino Mendonça no DN da Madeira

Algumas histórias tornam-nos herdeiros de um lugar, outras de uma casa, outras de uma razão pela qual viver. Certas histórias deixam-nos o mapa depois da viagem, ou o barco em qualquer enseada, oculto ainda na folhagem, ou o azul desamparado e irresistível que lhes serviu de motivo para a demanda. Há histórias que nos pintam o rosto com terra amassada, vermelha, amarela, negra e iniciam-nos na decifração do fogo, na escuta dos silêncios da terra, no entendimento dos sonhos. Há histórias que nos conduzem ao centro impenetrável de bosques, aos segredos da penumbra do templo, à geografia de cidades, ao alarido dos mercados e à hesitação que a sabedoria por vezes dissolve, por vezes amplia.
Pelas histórias descobrimos a vastidão de um mundo interior, intacto e errante como uma paisagem do fundo dos mares, e, desse modo também, primordial e delicado, arcaico e sublime. Das histórias recebemos o socorro quando nos faltam palavras (ou outra coisa que não sabemos bem, mas que talvez nem sejam palavras) para medir a altura da alegria, porque, de repente, o amor, a poesia ou a santidade se avizinharam e, percebemos, nada antes tinha sido, para nós, tão imensamente belo e tão perigoso.
A herança dessas histórias constitui um património cultural, é certo. Mas importa não esquecer que elas são sobretudo dádiva confiada à vida, alento, sopro, energia pura. E, por isso, têm um inesgotável poder reparador. A «árvore da vida» das primeiras páginas do Génesis, «a estrela de Alva» dos hinos astecas, a «gazela» do folclore tuaregue, a «flor vermelha» duma canção mexicana, a «estrada larga» da declaração xamânica, a «raiz da vida» do poema de Madagáscar, a «planta da imortalidade» que Guilgamesh perde e procura, são-nos entregues, não só como metáforas, mas como símbolos que passam a sustentar connosco, a nosso lado, o duro e ligeiríssimo mistério da existência. As metáforas empalidecem e estilhaçam-se. Os símbolos têm capacidade de religar, a partir do fundo, as pontas decepadas e dispersas, os opostos da alma: a noite e o dia, a dor e o riso, a ação e a contemplação, a vida e a morte.

Muitas vezes, a meio da viagem, os viajantes se perguntam pelo que persistirá, uma vez concluído o caminho. O que persistirá destas paisagens que atravessamos, em solidão e companhia; disto que já foi tão real diante de nós como nós próprios; disto pelo qual lutamos e vivemos; disto que o mundo encosta ao nosso ouvido como um segredo; disto que nos faz chorar e rir; disto que nos colocamos a amar desabaladamente? Uma vez concluído o caminho, que resta aos viajantes? Que podem eles trazer ou conservar ou repartir? Gosto de pensar nas palavras de Sophia de Mello Breyner: «Feliz aquela que efabulou o romance/depois de o ter vivido/[…] E sob o fulgor da noite constelada/ À beira da tenda partilhou o vinho e a vida».

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A Não Perder!



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

«Restabelecer as Vizinhanças»



Movimento e Imobilidade

O espírito dos Encontros TenChi

Na linha dos Encontros TenChi, que se prendem com a transmissão da mensagem espiritual do Oriente e do Ocidente, a Associação TenChi Internacional propõe uma jornada de reflexão e de prática no contexto actual em que o homem contemporâneo aspira a reequilibrar os seus modos de vida em todos os planos, corpo, alma, espírito. A espíritualidade no Oriente e no Ocidente partilham um fundo comum, o amor. Neste contexto o TenChi convidou algumas personalidades que foram tocadas por uma mensagem que se dirige ao coração. Faouzi Skali, Katia Légeret, Paulo Borges, Yves Crettaz e Georges Stobbaerts serão os intervenientes neste encontro que partilharão convosco a sua procura e as suas experiências.

A Prática

Concretamente, o nosso dia será pontuado por diferentes ateliers no sentido desta procura. Iluminada pela atenção, a pratica pode conduzir-nos à compreensão e à dissolução de tensões, deixando florir em nós o sentimento de unidade. As praticas são a ponte entre o céu e a terra. Elas ajudan a encontrar a sua propria linguagem gestual através de uma ancoragem interna e por uma abertura do corpo e do coração à energia universal. Elas são um meio para abrir as portas de nós mesmos. Os ateliers descoberta são abertos a todos, qualquer que seja a sua condição física ou idade.

Só conhecer o espaço dos meus vizinhos Sintrences é uma verdadeira viagem!

Podem consultar todo o Programa aqui.

domingo, 2 de outubro de 2011

O poema ensina a cair: sentado



CHANCE ENCOUNTER ON THE TIBER from Renato Chiocca on Vimeo.

Pode
pode sentar-se senhora
Eu não sou senhora eu não sou menina
(...) sento-me que de pé sou um balão vazio
(...) Sento-me
senhor professor doutor.
Eu não sou senhor professor doutor
minha não-senhora minha não-menina
e se estou de pé é ilusão de óptica
eu estou sentado todos nós sentados
isto é não rígidos não equilibrados.

Luiza Neto Jorge