Excerto de Entrevista do Ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, ao jornal «Público» e à Rádio Renascença»
"Por que é o Museu da Viagem extraordinário?"
P:O presidente da Parque Expo acaba de dizer que entregou um anteprojecto ao Governo para se criar no Pavilhão de Portugal "um centro para mostrar a presença portuguesa no mundo". Ele está a falar do futuro Museu dos Descobrimentos?O que é o objectivo do Ministério da Cultura? O que é que andei cá a fazer? Qualificar as pessoas, dar-lhes condições para serem livres, terem espírito crítico e inteligência cultural. Como se faz isso? Através da sua qualificação enquanto pessoas que pensam através da língua. A língua é que lhes dá liberdade para serem diferentes, para andarem no tempo e no espaço, para lerem o que outros leram, o que outros pensaram. Mas é preciso dar às pessoas instrumentos de memória - património - através dos quais construam a sua identidade.Vai ser no Pavilhão de Portugal?Há uma proposta entregue ontem [anteontem], um estudo prévio. Por que é que o Museu da Viagem é extraordinário? Porque é extraordinário o que fizemos, porque a viagem foi o que primeiro ligou o mundo, porque nos permitiu sermos maiores do que somos. E essa viagem foi feita à base de energias renováveis - correntes de mar e vento - e os modelos que se seguiram, baseados nas energias fósseis, vieram a revelar-se não democráticos e insustentáveis. Hoje estamos a regressar a uma lógica de energias renováveis. Isto permite-nos fazer uma releitura do nosso passado.Não será dos Descobrimentos, mas da Viagem?Pode ser de muitas maneiras, dos Descobrimentos, da Viagem, da Globalização...Os especialistas sublinham que mapas e documentos fundamentais estão no estrangeiro e até os defensores dizem que terão de ser tiradas peças dos museus nacionais.As peças não existem isoladamente. Estarem cinco peças isoladas em Coimbra, três no Porto, duas em Guimarães, sete em Belmonte... ninguém quer empobrecer isso.Como não se empobrece? Está-se a enriquecer, a criar massa crítica, a fazer uma coisa articulada. Essas peças, nesses museus, não estão a criar uma narrativa sobre nós. Quando fazemos um livro, pegamos em letras para dar palavras, para dar frases, para dar um texto, para dar um livro. Porquê fazer novos museus quando há tantos sem verbas, sem acervo, sem obras? Talvez seja, exactamente, tocar com a mão na ferida. Muitos museus não têm acervo, não têm dimensão, não têm algo que justifique as suas visitas e, por isso, são pouco visitados. Temos que repensar o nosso acervo museológico para ser eficaz na sedução das pessoas...». LINDO!!!!!
Com a minha avó aprendi muitas coisas, entre elas a distinguir plantas e pessoas… Lembro-me várias vezes dos seus comentários sacerdotais sobre certos rapazes: - "Esta criança é fruto de uma família pouco esclarecida e não foi estimulada no berço."
Egon Schiele, Arpad-Vieira e o Olhar atento do Old Master Pinharanda que nos ensinou, desde muito cedo, a captar e a envolver todas estas sensibilidades!
"No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. Maria estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo, e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés." (Jo 20, 1.11-18)
Sun been down for days A pretty flower in a vase A slipper by the fireplace A cello lying in it's case
Soon she's down the stairs Her morning elegance she wears The sound of water makes her dream Awoken by a cloud of steam She pours a daydream in a cup A spoon of sugar sweetens up
And She fights for her life As she puts on her coat And she fights for her life on the train She looks at the rain As it pours And she fights for her life As she goes in a store With a thought she has caught By a thread She pays for the bread And She goes... Nobody knows
Sun been down for days A winter melody she plays The thunder makes her contemplate She hears a noise behind the gate Perhaps a letter with a dove Perhaps a stranger she could love
And She fights for her life As she puts on her coat And she fights for her life on the train She looks at the rain As it pours And she fights for her life As she goes in a store With a thought she has caught By a thread She pays for the bread And She goes... Nobody knows
And She fights for her life As she puts on her coat And she fights for her life on the train She looks at the rain As it pours And she fights for her life Where people are pleasently strange And counting the change And She goes... Nobody knows
Hoje morreu uma amiga de uma amiga nossa.Doença sofrida, sonhos grandes, esperanças sempre, infinitas.A alma apertada.Fizemos noites de oração que confortaram, deram força...Só pode haver uma razão para este tipo de passagem na vida.O mistério da morte.E o grande mistério da vida. A sua vida vivida tão plenamente.Agora vai poder vê-Lo face a face.O mistério de viver na Sua casa para sempre e conhecê-Lo vai-se resolver.Participar da sua luz terna e suave.Ir mais longe.
Notícia fascinante do Público de hoje «Às notícias sobre o estado de saúde do líder norte-coreano costumam seguir-se as garantias de que se mantém activo e empenhado nos problemas dos seus concidadãos. Um dia depois de uma televisão sul-coreana noticiar que Kim Jong-il, de 67 anos, tem um cancro no pâncreas e corre perigo de vida, a agência oficial norte-coreana descreveu ontem o seu horário ocupado em visitas por todo o país. As novas fotografias que acompanham o anúncio mostram-no numa fábrica de revestimentos recém--construída. Como em imagens anteriores, está debilitado e magro. Mas estas visitas, dizem os analistas, e os recentes testes de mísseis dão à vida no isolado país uma sensação de normalidade numa altura de incerteza. "Se o aspecto dele mudou tanto, isso aumenta a simpatia da população, que vê que ele continua a trabalhar para eles", disse à Reuters o analista Koh Yu-hwan».Ora, nós ficamos muito mais descansados.Anda o rapaz com um ar mais magrito, bem sabemos, esforçado, a fazer visitas às fábricas do país, a dar tudo por tudo e os malandros dos vizinhos sempre a criticarem ? Não há direito, deixem-no em paz.Já chegou passarem 20 anos a dizer que ele era um ditador...Um tipo tão simpático, aliás tal pai tal filho, que até se preocupou em deixar organizada a sua descendência para os próximos cem anos, não fosse o país começar a afundar-se....
Um livro imperdível que contém a esperança no renovar sensível da consciência Humana.
Ai, não estar separado não por tão pouco muro excluído da medida-de-estrelas. Interioridade, que é? se não céu sublimado, projectado de pássaros e fundo de ventos do regresso.
A Gulbenkian apresenta uma grande exposição monográfica dedicada à obra do pintor francês Henri Fantin-Latour. A mostra, organizada em parceria com o Museu Thyssen Bornemisza, será apresentada em Lisboa entre 25 de Junho e 6 de Setembro de 2009, seguindo posteriormente para Madrid, onde permanecerá em exibição de 28 de Setembro de 2009 a 10 de Janeiro de 2010. Setenta e cinco obras incluindo pinturas de primeira grandeza e alguns desenhos preparatórios serão para o efeito agrupadas em onze secções distintas, seguindo a cronologia de produção do autor: auto-retratos, cópias executadas pelo pintor no Louvre, retratos intimistas, naturezas-mortas da sua fase de juventude, estudos e leituras, retratos de artistas e escritores seus contemporâneos, bouquets de rosas e flores diversas, temas associados à música, retratos austeros e retratos familiares, temas simbolistas e, finalmente, naturezas-mortas da fase de maturidade. A escolha das obras e o comissariado da exposição serão da responsabilidade de Vincent Pomarède, especialista de pintura francesa da segunda metade do século XIX e actual Director do Departamento de Pintura do Museu do Louvre.
Bem, a vida tem destas coisas.Surpresas.Grandes surpresas.Pessoas que se cruzam no nosso caminho e nos ajudam, e estão lá por nós.Sem nós termos visto.Só depois percebemos.E nem sempre.Dão-nos afecto, atenção, amor.Subliminarmente.Sem nos apercebermos. Já me aconteceu tantas vezes.E parece que continuo sem ver.Que raiva.Que coisa estranha.Questiono-mo se não estarei a olhar de mais para o meu «eu».Acho que sim.Enquanto o mundo lá fora oferece tanto e tem tanto para nós fazermos.Veja-se o Presidente Lula que amanhã, dia 7, recebe da UNESCO o Prémio "Félix Houphouët-Boigny", pelo seu trabalho na promoção da paz. O reconhecimento foi atribuído a Lula "pela sua acção a favor da busca da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, além de sua relevante contribuição para a eliminação da pobreza e proteção das minorias".